DESTA NOSSA SOCIEDADE
Basta de não sermos nósDe eu não ser euDe tu não seres tuDe quem quer que sejaO não seja
Basta de passos erradosDescompassadosDe pés desatinadosUm para a frenteO outro para trás
Basta de incapacidade de verAquilo que nos é evidenteQue é inauditoE temos vergonha Que seja dito
Basta de não nos olharmos de frenteDe dúvida levarmos De as costas nos voltarmosAo invés de Nos confiarmos
Basta de no outroVermos sempre o mais pequenoQue a importânciaFica connoscoEmpertigados,Proeminentes
Basta de não vermos o indigenteAquele que sente a faltaDe uma simples palavraEsse que moraNo invólucro terrificoDa solidãoE nós somos tantos!O quê a justifica?
Basta que criançasIguais aos nossos filhosMorram à mínguaDaquilo que nós outrosDesperdiçamos
Basta tanta injustiçaDo endeusar do dinheiroFazê-lo objectivo primeiroDo nosso correr sem freio
Basta de um mundo Que pressinto moribundoPoço de que se não vê o fundo
É tempo de o homemDe uma vez por todasSer Homem
Olema
e o link que vocês encontram esse poema é: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=91768
obrigado pela comprensão
Gustavo de Alencar
sociedahipocrita.blogspot.com.br