quinta-feira, 21 de junho de 2012

Desta Nossa Sociedade

DESTA NOSSA SOCIEDADE
Basta de não sermos nósDe eu não ser euDe tu não seres tuDe quem quer que sejaO não seja
Basta de passos erradosDescompassadosDe pés desatinadosUm para a frenteO outro para trás
Basta de incapacidade de verAquilo que nos é evidenteQue é inauditoE temos vergonha Que seja dito 
Basta de não nos olharmos de frenteDe dúvida levarmos De as costas nos voltarmosAo invés de Nos confiarmos
Basta de no outroVermos sempre o mais pequenoQue a importânciaFica connoscoEmpertigados,Proeminentes
Basta de não vermos o indigenteAquele que sente a faltaDe uma simples palavraEsse que moraNo invólucro terrificoDa solidãoE nós somos tantos!O quê a justifica?
Basta que criançasIguais aos nossos filhosMorram à mínguaDaquilo que nós outrosDesperdiçamos 
Basta tanta injustiçaDo endeusar do dinheiroFazê-lo objectivo primeiroDo nosso correr sem freio
Basta de um mundo Que pressinto moribundoPoço de que se não vê o fundo
É tempo de o homemDe uma vez por todasSer Homem

Olema


poema retirado do site: http://www.luso-poemas.net

e o link que vocês encontram esse poema é: 
http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=91768


obrigado pela comprensão
Gustavo de Alencar
sociedahipocrita.blogspot.com.br

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